Meditação Cristã
Respirar e Meditar

"Vem Senhor Jesus Cristo"

Respirar e Meditar

“O homem é semelhante a um sopro; os seus dias são como a sombra que passa” – Sl. 144: 4.

Respirar e Meditar

"Senhor Jesus Cristo,tende piedade de mim"

Respirar e Meditar

Meditação Cristã é uma Tradição que remonta aos primeiros séculos do cristianismo e está enraizada nos ensinamentos e exemplo de Jesus Cristo. É também chamada de Oração do Coração, Oração Contemplativa ou Oração Pura.

Meditação Cristã

Meditação Cristã

A Meditação é uma antiga forma de oração contemplativa que busca a Deus no silêncio e na quietude para além das palavras e pensamentos. O monge beneditino Dom John Main OSB (1926-1982) diz que"na Meditação, o caminho em direção à crescente consciência do Espírito orando dentro de nós encontra-se simplesmente em nossa fidelidade cada vez mais profunda em dizer o mantra. É a repetição fervorosa da palavra que integra todo o nosso ser. Ela assim o faz porque nos leva ao silêncio, à concentração, ao nível de consciência que nos permite abrir a nossa mente e o nosso coração ao trabalho de Deus nas profundezas do nosso ser."

 

 

A Medit?ação Cristã?

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"Tu, porém, quando orares, entra no quarto mais secreto e, fechada a porta, reza em segredo a teu Pai, pois Ele, que vê o oculto, há-de recompensar-te." 

Jesus Cristo
 - Mt.6
 

 
 
 

A meditação não é uma novidade na vida cristã; ela tem raízes profundas na tradição dos primeiros séculos do cristianismo. Meditar, é ficar na quietude de corpo e espírito. O que é realmente extraordinário é que esse silêncio, apesar de todas as distracções do mundo moderno, é perfeitamente possível para cada um, ou cada uma, de nós. Para alcançar esse estado de silêncio e de quietude é preciso tempo, energia e amor.

O meio de empreender esta peregrinação consiste em recitar uma frase curta ou uma palavra, a que chamamos mantra. O mantra não é mais do que um meio de levarmos a nossa atenção para além de nós mesmos, um método de nos desligarmos dos nossos pensamentos e preocupações. O verdadeiro trabalho da meditação é aquele que nos faz chegar à harmonia do corpo, da mente e do espírito. É esse o objectivo para que nos aponta o salmista. : “Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus”.

S. Paulo escreveu (Rom 8,26): “Não sabemos rezar como deve ser, mas o Espírito intercede por nós”. O que significa, na linguagem do nosso tempo, que, para rezarmos, devemos primeiro  aprender a estarmos imóveis e atentos. Só depois é que entraremos com amor no conhecimento do espírito de Jesus, no mais profundo do nosso coração.

A meditação, também chamada de oração contemplativa, é a oração do silêncio, lugar onde o contacto directo com Cristo se pode realizar, uma vez que a actividade incessante da  mente se interrompe. Na meditação, vamos para além das palavras, dos pensamentos e das imagens para estarmos na presença de Deus no interior de nós mesmos.

Segundo S. João da Cruz, “Deus é o centro da minha alma“.  A meditação é essa peregrinação quotidiana para o nosso centro.



 
A tradição da palavra sagrada ou Mantra

A mente tem sido comparada a uma árvore monumental cheia de macacos turbulentos que saltam de ramo em ramo sem nunca parar o alarido e a agitação. Basta começarmos a meditar para nos darmos conta até que ponto esta imagem descreve com exactidão a agitação permanente que impera na nossa mente. A oração não consiste em aumentar essa confusão tentando cobri-la com mais palavreado. 

A meditação tem por objectivo levar a nossa mente agitada e distraída à imobilidade, ao silêncio e à atenção. Para nos ajudarmos nesta tarefa recorremos ao uso de uma palavra sagrada ou mantra.

O meditante que se inicia pode escolher entre várias palavras sagradas, mas é preferível recorrer a uma palavra consagrada ao longo dos séculos pela nossa tradição cristã, como é o caso da palavra MARANATHA. Esta palavra aramaica significa “Vem Senhor, vem Senhor Jesus”. É a palavra recomendada por John Main (1926-1982), um monge beneditino que transcreveu para uma linguagem moderna o ensinamento ancestral desta forma de oração. Foi com esta palavra que S. Paulo concluiu a sua primeira carta aos Coríntios (1 Co 16,22) e S. João o seu Apocalipse (Ap 22,20). Esta foi a palavra escolhida porque não tem qualquer conotação visual ou emocional. A sua repetição contínua conduz-nos, com o tempo, a um silêncio cada vez mais profundo. 

A repetição da palavra sagrada é uma prática cristocêntrica, o que significa que ela está centrada na oração de Cristo que brota em permanência das profundezas de cada ser humano. Assim, neste caminho de “oração pura” abandonamos todo o pensamento, toda a palavra e toda a imagem. Nesta via, renunciamos ao nosso eu egotista para morrer e renascer para o nosso verdadeiro eu em Cristo.

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João Cassiano

Foi no final do séc. IV que João Cassiano, que teve mais tarde uma grande influência em S. Bento, introduziu o uso de um versículo de oração no monaquismo ocidental. Tendo ele próprio recebido essa prática dos santos padres do deserto, Cassiano situava a sua origem à época de Jesus e dos apóstolos. Ele recomendava a  quem se mostrasse desejoso de aprender a orar  que pegasse num único versículo e o repetisse sem interrupção. Na sua Décima Conferência sobre a oração, ele aconselha vivamente a utilização desse método de repetição simples e contínua, para afastar as distracções e a tagarelice estéril da mente, a fim de poder ficar imóvel em Deus.

O ensinamento de Cassiano sobre a oração apoia-se nas palavras de Jesus nos evangelhos: “Quando rezares, não sejas como os hipócritas… mas entra no teu quarto e, depois de fechares a porta, reza a teu Pai em segredo, pois Ele, que vê o oculto,  ouvir-te-á. Nas tuas orações não sejas como os gentios, que usam de vãs repetições  porque julgam que, por muito falarem, serão atendidos. Não faças como eles, porque  o teu Pai celeste sabe do que necessitas antes de  Lho pedires”. (Mt: 6,5-8)

 
 
"A meditação é o caminho do crescimento, o caminho do aprofundamento do nosso compromisso com a vida, a nossa própria maturidade. É a mais importante prioridade para cada um de nós possibilitar ao seu espírito duas coisas: primeiro, o contacto mais profundo possível com a fonte da vida, e, então, como resultado desse contacto, disponibilizar ao nosso espírito um espaço dentro do qual se possa expandir."

John Main OSB

 

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